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Especial | ARTIGOS COLUNISTAS

Ponto de Vista

Ministério Público e cidadãos

(Foto: Arquivo Pessoal)

No último dia 30 ocorreu a reinauguração do serviço de Referência em Triagem Neonatal/Teste do Pezinho, do hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT. E foi um evento que deveria estar presente muitas das autoridades “eleitas”, cidadãos que foram escolhidos pela sociedade.

Algumas autoridades do HUJM, como a reitora da UFMT Myrian Serra, da Justiça, como o doutor Paulo Roberto Jorge do Prado, que foi procurador-geral de Justiça do Estado por quatro vezes, o procurador Rafael Mondego de Figueiredo, do MPT, o promotor Antônio Cordeiro Piedade, e autoridades federais. Os nobres intelectuais estavam e são envolvidos para atender à sociedade desprovida de necessidades básicas: saúde e qualidade de vida.

Os políticos que deveriam defender o povo e estar próximo destes cidadãos e, principalmente, quando se trata da saúde, ainda mais de um hospital que atende os 141 municípios, que jamais poderiam estar esquecidos ou desprezados. 

Mais ainda: quem é mais assíduo neste hospital são os cidadãos que não tiveram a chance de obter educação de qualidade e nem sequer um plano de saúde. E clamam por igualdade. Então, mais que um grito, mais um motivo para que os políticos estivessem “Sim, comandante!” para a saúde pública.

Saúde é vida e vida deve ser respeitada. Quantas relevâncias têm aqueles médicos e servidores que atendem a população do Estado? Reflitam! E os cidadãos? Estes mereciam receber atenção de algumas autoridades políticas. Cadê outras autoridades? Entre a zona de conforto e estar com os menos favorecidos, alguns políticos ficaram onde?

Temos governador, senadores, deputados e diversos vereadores, todos receberam nosso aval. Votamos. E agora? Confiamos neles para administrar com qualidade, fiscalizar com caráter e moralidade os impostos pagos. Cadê alguns políticos?

O prefeito Emanuel Pinheiro enviou seu represente. Agradecemos. Os cidadãos eleitos ganharam a confiabilidade da população, estes deveriam se fazer presentes em ato de fato do HUJM. Aquele momento honrou a sociedade. O HUJM labuta pelo bem-estar.

O doutor Paulo Prado articulou reuniões para contribuir com o HUJM, assim salvar vidas. Ele é humanista e está prestando contribuições junto à “Procuradoria Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente”, sempre antenado para os abandonados pelas políticas públicas, e busca solucionar questões sociais, e ao referir sobre à saúde, diz: “(...) hospital escola da UFMT, então, eles estavam enfrentando dificuldades tamanhas, e pedi uma reunião aqui no Ministério Público, com colegas do Ministério Público Federal, com colegas nossos aqui do Patrimônio Público, da área da saúde do Ministério Público do Trabalho, para tentarmos ajudar e colaborar com a melhora da estrutura física do HUJM. Porquê? Um dia desses, não sei se você percebeu Graci? Choveu muito e choveu dentro do hospital. Então, os colegas do Ministério Público do Trabalho destinaram recursos para ajudar lá no HUJM. Eu estou pedindo para os colegas do Patrimônio Público e Meio Ambiente para ajudar, os Procuradores da República também.”

A sociedade de Mato Grosso sente gratidão por aqueles que não têm temor e sim amor. Foi assim que alguns juristas, reitora-UFMT e prefeito o fizeram. Parabéns!

O procurador Paulo Prado, sendo detentor do saber tanto empírico quanto científico, e, através da comunicação que nos faz mais humanos, reuniu seus pares e praticou ações básicas e fundamentais para melhorar o cotidiano do cidadão carente que frequentam o HUJM.

Atitudes que políticos deveriam promover. Alguns políticos sejam céleres, a população merece tratamento digno tal qual como diz a Constituição: “promover o bem de todos.” Nunca podemos desistir ou calar frente às omissões, nunca podemos nos render. Nunca devemos temer ou intimidarmos frente às ameaças. Enfim, denunciar e nunca aceitar as injustiças sociais.

Graci Ourives de Miranda é professora aposentada, com especialização em História Social pela UFMT, voluntária, escritora com dois artigos científicos publicados, quatro livros e uma obra científica. Escreve exclusivamente neste espaço toda segunda-feira. E-mail: go.miranda@uol.com.br

Por: Graci Ourives de Miranda