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11 de Junho de 2019 ás 08:56:17

Mãe de santo afirma ter sido agredida e jogada ao chão durante desentendimento

As suspeitas além de poderem ser indiciadas pro lesão corporal, injúria e ameaça, ainda poderão responder por cyberbullyng

A sacerdotisa de Umbanda Walneth Moraes afirma ter sofrido lesão corporal, injúria e ameaça, na sexta (07), durante uma reunião organizada pela Comissão da Lavagem das Escadarias de São Benedito, em Cuiabá. O desentendimento com outra mãe de santo acabou em confusão. Quatro pessoas teriam participado do ato contra a vítima, que chegou a ser jogada no chão, recebendo chutes e uma pancada na cabeça.

Walneth relata no B.O., que estava participando de um ensaio da terceira edição da Lavagem da Escadaria do Alto do Rosário, que será realizada em 29 deste mês, e que ficou responsável pela lista de chamada, na qual anotava o nome dos participantes para seleção dos cantos, quando a suspeita Sônia Aparecida, teria dito que ela mesma escreveria o nome na lista, sendo que Walneth disse que não precisava, já que isso era sua responsabilidade.

Em seguida, a mãe de Sônia, Onilce Santana, que também é sacerdotisa, teria começado a tumultuar o local e puxou o papel da mão de Walneth, de forma agressiva, segundo registrado no BO. “E começou a agredi-la verbalmente, chamando-lhe de lixo, de sem educação, em alto e bom som”.

Naquele momento, Greice Karolina Santana de Assunção e Gracy Nogueira, que também são filhas de santo de Onilce, começaram a agredir verbalmente e fisicamente a vítima, puxando o cabelo e a jogando ao chão, dando socos e chutes, além de rasgar a roupa de Walneth.

Gracy teria puxado ainda a mão de pilão que estava próximo, com a intenção de desferir golpes contra Walneth, mas o segurança da Casa Cuiabana, onde estava sendo realizado o ensaio, teria impedido o ato. A agressão cessou quando os demais participantes que estavam no local ouviram os gritos e interviram.

Walneth foi levada à UPA do Coxipó, onde recebeu atendimento médico. Além das escoriações também ficou com a pressão arterial alterada. O BO foi registrado na madrugada de sábado (8).

A vice-presidente da Comissão Organizadora da Lavagem das Escadarias, Lidice Catarina de Sá, disse ao , que todas as medidas legais estão sendo providenciadas contra as supostas agressoras, e a Comissão repudia a violência sofrida pela Mãe Walneth.

Lidice esclareceu que Onilce, que foi a presidente fundadora da Comissão, teria comparecido aos ensaios apenas para entregar os materiais utilizados para a lavagem das escadarias, sendo vassouras, quartinhas de louça e rolo de tecido.

Em nota, o Fórum Intra-Religioso de Umbanda, Candomblé e Culto de Orunmilá-Ifá do Estado de Mato Grosso, também repudiou a agressão contra a sacerdotisa, alegando que ela foi “dura, covardemente e criminosamente agredida”.

“A FIRUCIMT não coadunará com quaisquer espécies de agressão, seja de irmão para irmão, de sacerdote para sacerdote, uma que a cultura da paz tem que ser sempre cultivada no seio de nossas religiões”, pontuou o Fórum.

As suspeitas além de poderem ser indiciadas pro lesão corporal, injúria e ameaça, ainda poderão responder por cyberbullyng e apologia ao crime, já que estariam espalhando pelas redes sociais e grupos de Whatsapp o fato, “caçoando” de Walneth.

Outro lado

A reportagem não localizou as suspeitas e está aberta para suas versões do fato. Já Walneth não conseguiu conceder entrevista em razão de fortes dores e por estar tomando medicação que lhe deixa indisposta.

Por: RD News