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Especial | VARIEDADES

16 de Outubro de 2019 ás 08:21:25

Tribunal de Justiça de MT busca apoio da Prefeitura para ressocializar mulheres que cumprem pena

Noboru Tomiyoshi diz que o governo municipal pretende contribuir com o projeto do judiciário

(Foto: Assessoria)

Durante reunião na manhã desta terça-feira (15.10, em Colíder, com o prefeito Noboru Tomiyoshi e secretários municipais, o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Sistema Penitenciário, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desembargador Orlando Perri, solicitou a adesão do governo municipal ao projeto que visa reinserir ao convívio social as reeducandas do Centro de Ressocialização Municipal.

A proposta prevê ações como a abertura de postos de empregos ou oferta de cursos visando a reinserção social das detentas. “Estamos conversando com o prefeito a possibilidade de a prefeitura absorver uma parte da mão de obra, oferecer cursos profissionalizantes e melhorar as condições das nossas presidiárias. Através do emprego e da educação é que a gente vai conseguir recuperar as pessoas que cumprem pena”, afirma Perri.

Noboru Tomiyoshi diz que o governo municipal pretende contribuir com o projeto do judiciário. “Nós estamos oferecendo às reeducandas um horário especial para atendimento nas unidades de saúde de Colíder. Assim, através dos nossos médicos e das equipes de saúde, poderemos contribuir com aquelas pessoas que cumprem pena na cadeia pública feminina”.

PROGRAMA OFERECE OPORTUNIDADES

O prefeito lembra que o Programa de Desenvolvimento de Colíder (Prodecol), uma iniciativa do executivo aprovada através de projeto de lei pela Câmara Municipal e que regulariza a instalação de empresas em áreas industriais, prevê a contratação de reeducandos. “As empresas que vem para se instalar aqui através do Prodecol terão que oferecer trabalho às pessoas que cumprem pena no nosso município”, acrescenta Noboru.

O juiz Maurício Ribeiro, da terceira Vara Criminal, destaca que o apoio da Prefeitura de Colíder é importante para oferecer oportunidades de ressocialização às reeducandas de Colíder. “Já deu certo em outros municípios. A gente espera que esse projeto entre em operação o quanto antes, assim que a gente obedecer aos trâmites legais”, comenta.

BIBLIOTECA ITINERANTE

A Prefeitura de Colíder também buscará uma parceria com o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e Conselho Comunitário de Segurança Pública de Colíder (Comseg) para viabilizar uma biblioteca itinerante, permitindo que as reeducandas tenha acesso à leitura. O projeto também visa apoiar a realização de cursos, ensino médio e educação superior. 

Por: Assessoria