oral sin
Especial | VARIEDADES

Polícia

30 de Dezembro de 2019 ás 10:00:27

Tiro acidental acerta criança, madrasta dá veneno à garota, sobrinho retira o coração da tia e fazendeiro mata agrônomo; releia

Mortes violentas marcaram 2019

Mortes violentas marcaram 2019. No ano em que entrou em debate o porte de armas, criança é vítima de disparos, empresário investigado por sonegação é executado, fazendeiro assassina agrônomo à queima-roupa, pai mata a filha, sobrinho tira coração de tia e, no submundo das drogas, a vida do jornalista e escritor Marcelo Leite Ferraz, de 38 anos, é abreviada. De acidente, pai e filhos empresários também morreram. Relembre os casos que mais repercutiram este ano em Mato Grosso.

Em janeiro o menino Luis Eduardo Senger, 8 anos, morreu vítima de um tiro acidental em Paranatinga (a 373 km de Cuiabá). A arma em questão era do avô do menino, Luiz Balbino Filho, 69, e estava dentro da caminhonete dele, estacionada em frente à casa do garoto. Ao ser atingido, Luis Eduardo chegou a ser socorrido e encaminhado a um hospital da região pela própria Polícia Militar, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

 

Em fevereiro o empresário Wagner Florencio Pimentel, 47, morreu a tiros dentro do próprio carro. O alvo é envolvido na máfia de sonegação de ICMS, investigada pela Operação Crédito Podre da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). Wagner, apontado como líder do esquema, chegou a ser preso na operação e usava tornozeleiras eletrônicas. Foi denunciado pelo Ministério Público com outros empresários, contadores, comerciantes e corretores, igualmente suspeitos. Seria delator do caso, podendo confirmar a culpa de outros supostos comparsas.

 

No mesmo mês o fazendeiro Paulo Faruk, que planta soja na região do distrito Novo Paraná, município de Porto dos Gaúchos (a 640 km de Cuiabá), Norte de Mato Grosso, foi apontado por testemunhas como autor da execução do engenheiro agrônomo Silas Henrique Palmieri Maia, 33, morto a tiros em um bar.

Em julho um caso bizarro ocorreu em Sorriso (a 398 km de Cuiabá). O sobrinho Lumar Lopes, de 28 anos, foi acusado de matar a tia Maria Zélia da Silva Cosmos, 55, abrir o tórax, retirar o coração, colocar na sacola e levar para a prima.

 

Em setembro o empresário Jair José Demski e o filho dele João Anderson Desmki morreram após a queda de um avião de pequeno porte em uma fazenda a cerca de 4 km do centro de Guarantã do Norte (a 709 km de Cuiabá), próximo ao Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Conforme o Corpo de Bombeiros, a aeronave pegou fogo após bater no solo e ficou completamente destruída. Os corpos foram arremessados para fora do avião.

 

O  avião modelo RV 10 pertenceria a Jair - empresário do ramo da construção civil (Jade Engenharia), no setor de pré-moldados com empresas em Guarantã do Norte e filiais em Itaituba, Novo Progresso e Santarém (PA).

 

Ainda em setembro, o corpo do jornalista Marcelo Leite Ferraz, de 38 anos, corpo com sinais de violência foi encontrado por uma pessoa em situação de rua em terreno baldio, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.  Em novembro a Policia Civil concluiu o inquérito policial, que apontou que o homicídio da vítima foi motivado por uma discussão por conta de drogas. De acordo com o delegado Fausto Freitas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Marcelo usou entorpecentes junto com o suspeito, mas, no momento, não tinha dinheiro para pagar.

 

A morte da menina Mirella Poliana, de 11 anos, também está entre os crimes que mais chocaram no ano. Ela foi envenenada pela madrasta Jaira Gonçalves, 42. É isso que apontaram as investigações. A Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) prendeu a suspeita e afirmou que, com requintes de crueldade e estrategicamente, ela colocou agrotóxico na comida da enteada de olho em uma herança de R$ 800 mil.

 

Por: RD News