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Notícias | Agronegócio

05 de Junho de 2019 ás 11:23:00

Caso atípico de Vaca Louca ocorreu em Nova Canaã

Caso isolado trava a exportação de carne no país e produtor fica apreensivo

O Ministério da Agricultura do Brasil suspendeu exportações de carne bovina do Brasil à China após a confirmação de um caso atípico de doença de “vaca louca” em um animal de 17 anos, em uma propriedade no município de Nova Canaã do Norte em Mato Grosso.

Os exportadores foram formalmente informados pelo governo sobre a suspensão na manhã desta segunda-feira (03). A suspensão é momentânea e preventiva e cumpre o acordo sanitário firmado pelo Brasil e pela China em 2015.

Hoje o maior mercado de exportação da carne no país segundo Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC) é a China, o que causa insegurança da indústria da carne. O volume de exportação nos primeiros quatro meses deste ano, ao mercado chinês foram de US$ 36,2 mi / 7,8 mil toneladas.
 
Para o presidente do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC) Guilherme Nolasco, “ O caso é “atípico” e foi diagnosticado em um animal de 17 anos, alimentado a pasto e que apresentou sintomas neurológicos após um longo stress de transporte, condição que afasta a possibilidade da forma clássica da doença”, esclarece.

Nolasco enfatiza ao MINUTOMT que “O Brasil continua classificado com o status de risco insignificante para EEB – Encefalopatia Espongiforme Bovina, está é a principal e a melhor informação que poderíamos ter”.

No caso da China, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil suspendeu temporariamente a emissão de certificados sanitários até que a autoridade chinesa conclua sua avaliação das informações já transmitidas sobre o episódio ao mercado chinês, cumprindo-se, assim, o disposto no protocolo bilateral assinado em 2015, destaca Guilherme Nolasco.

Para o presidente Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso Tadeu Paulo Bellincanta, “É uma medita temporária e que nós estamos esperando essa turbulência passar, não podemos apavorar, a tanto a indústria como o produtor e hora de esperar passar a tempestade porque estamos em meio a um furacão”, comenta o presidente.

Bellincanta pontua ao MINUTOMT que a suspensão temporária das exportações causa uma apreensão aos frigoríficos, visto que o mercado chinês é o mais importante na cadeia exportadora, o produto que vai deixar de ser exportado consequentemente fica no mercado interno o que ocasiona o não abate de novos animais pelos frigoríficos, a situação pode contribuir para a desvalorização no valor da carne comercializada pelo Brasil.

Para a Diretora-executiva Associação dos Criadores de Mato Grosso – ACRIMAT, a médica veterinária Daniella Bueno além de “recuperar a tranquilidade”, os pecuaristas também esperam que a manutenção do status brasileiro seja suficiente para evitar “reflexos negativos” no mercado da carne bovina.

Para o diretor técnico do instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso – INDEA-MT, Alison Cericatto, conta que ao ser informado sobre o caso da vaca loca, se iniciaram imediatamente as investigações de campo.

Ele reforça ao MINUTOMT que está descartado qualquer risco de contaminação de outros animais, a fêmea “doente” tinha 17 anos de idade e foi encaminhada ao abate de emergência e apresentava prostração quando chegou ao frigorífico.

Cericatto, deixa claro que “Cabe ressaltar que o INDEA / MT cumpriu todas as ações sanitárias, devidas e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou isso e afirma que não existe risco de contaminação, nem em humanos e nem no rebanho brasileiro”, reforça o diretor técnico.

Com a confirmação da OIE de que se trata de um caso atípico, a propriedade poderá voltar a comercializar e a movimentar animais com até 36 meses de idade. Porém, seguirá sob monitoramento do INDEA / MT e permanecerá impedida de movimentar (para abate ou venda) animais com mais de 3 anos de idade.

Alison Cericatto, relata que essa restrição também faz parte do protocolo sanitário para casos assim e deve ser mantida até que o Ministério da Agricultura suspenda a medida, o que – na avaliação dele – não deve demorar a acontecer, já que se trata de um caso atípico.

Em tempo

Logo após a identificação da suspeita da EEB, a propriedade foi imediatamente interditada pelo Indea. A fazenda fica em Nova Canaã do Norte e possui cerca de 20 mil cabeças de gado. Com a confirmação da OIE de que se trata de um caso atípico, a propriedade poderá voltar a comercializar e a movimentar animais com até 36 meses de idade.

Porém, seguirá sob monitoramento do Indea e permanecerá impedida de movimentar (para abate ou venda) animais com mais de 3 anos de idade. Segundo Cericatto, essa restrição também faz parte do protocolo sanitário para casos assim e deve ser mantida até que o Ministério da Agricultura suspenda a medida, o que – na avaliação dele – não deve demorar a acontecer, já que se trata de um caso atípico.

Fonte: Minuto MT

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