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06 de Dezembro de 2018 ás 09:00:55

Homem que matou vizinho é condenado a 7 anos e 6 meses em Colíder

Foi realizado ontem o julgamento do réu Genaro Gomes Brito Filho, acusado de ter cometido um homicídio e uma tentativa no dia 8 de fevereiro de 2007, por volta de 17h20m, em uma rua do Bairro Boa Esperança.

Ele foi condenado pela prática de homicídio simples privilegiado a 4 anos e 6 meses e pela prática de tentativa de homicídio simples privilegiada a 3 anos, sendo no total 7 anos e 6 meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicial semiaberto.

O júri popular foi presidido pelo juiz Maurício Alexandre Ribeiro e a defesa do réu foi feita pelos advogados Silvio Eduardo Polidório, Luana Canova e Jaime.

A vítima, Moacir José dos Santos, foi morta a facadas, que acertaram no pescoço, tórax e braço.  De acordo com os autos, depois de esfaquear Moacir, Genaro, investiu também contra a vida da vítima Irene de Oliveira, ferindo-lhe a escápula esquerda, pleura e pulmão, cotovelo e antebraço, não alcançando o resultado de morte por circunstancias alheias à sua vontade.
 

Tudo se iniciou por conta de uma discussão banal sobre controvérsias de vizinhança, já que Genaro teria se irritado com o fato de Moacir insistentemente utilizar seu imóvel para passagem de cabos de energia e acesso à via pública, utilizando o corredor do terreno do réu sem autorização.

Após a discussão verbal, os dois passaram para agressão física. Genaro teria derrubado o vizinho no chão, sacado de uma faca e passado a agredi-lo, provocando a reação de Irene, mulher de Moacir, que para salvá-lo, lançou mão de uma foice que encontrou no caminho e tentou atingir o agressor de seu esposo.

Irene passou a ser esfaqueada também, por Genaro, enquanto isso, Moacir mesmo ferido conseguiu se levantar e tentou fugir mas foi alcançado e levou novos golpes que causaram sua morte.

A defesa considerou o júri satisfatório, uma vez que de acordo com o sustentado pela defesa, os jurados retiraram as três qualificadoras do crime de homicídio e reconheceram o privilégio em relação a vítima Moacir. Já em relação a vítima Irene, retiraram a qualificações do crime de tentativa de homicídio e também reconheceram o privilégio.

Os jurados reconheceram que mesmo ele tendo agido em excesso, quanto a legítima defesa, pelo fato de estar violentamente emocionado, cometeu os crimes na modalidade privilegiada. Isso fez com que uma pena que as penas fossem reduzidas.

Fonte: Nortão Online

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