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Notícias | Polícia

18 de Agosto de 2017 ás 07:32:35

Médico que abusou sexualmente de pacientes em Colíder é preso

(Foto: Ronaldo Teixeira)

Um médico ortopedista que foi condenado, em 2011, por estupro de vulnerável e ato violento ao pudor pela Comarca de Colíder, a 648 km de Cuiabá, foi preso  novamente nesta quinta-feira (17), em São Félix do Araguaia, município a 1.159 km da capital, dentro do consultório dele. Célio Eliji Tobisawa, 50, era foragido da Justiça e estava com mandado de prisão expedido pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Cuiabá.

De acordo com a Polícia Civil, o ortopedista mantinha um consultório em São Félix do Araguiaia, onde realizava atendimentos a cada 15 dias, além de prestar serviço laboratorial para o município. O G1 não conseguiu localizar a defesa do médico.

Em 2011, ele foi condenado a 17 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, por ter abusado de um paciente menor de idade dentro do hospital público onde trabalhava, em Colíder. Na decisão proferida pelo então juiz da 3ª Vara Criminal de Colíder, Érico de Almeida Duarte, ele afirma que o médico possui péssimos antecedentes, sendo que, apenas durante aquele processo, sete vítimas haviam sido descobertas.

Na sentença, o magistrado ressalta que o médico possui personalidade voltada para os crimes de natureza sexual, sem mostrar arrependimento ou mudança de comportamento, cometendo o mesmo crime sucessivamente e com vítimas diversas, "porém, sempre homens, caucasianos e de idade não elevada".

Em 2014, ele voltou a ser condenado pela Justiça, dessa vez a oito anos de prisão, por ter abusado de um paciente em um hospital em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, em fevereiro de 2009. Na decisão proferida pela juíza Graciene Pauline Mazeto Correa da Costa, da 2ª Vara Criminal e Cível daquele município, consta que ele passou pela vítima no corredor do hospital e a chamou para ir ao seu consultório.

Segundo consta na denúncia feita pelo Ministério Público, o médico aplicou um soro com um anestésico na veia do paciente. Ao perceber que o homem não poderia reagir, passou a acariciar os órgãos genitais do paciente.

 

Fonte: G1

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