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Notícias | Polícia

04 de Dezembro de 2017 ás 08:56:29

Jovem detida na Operação Arlequina permanece presa em Cuiabá

(Foto: Facebook)

 A jovem colidense Alessandra Machado, apontada pela polícia como líder de um grupo criminoso que roubava veículos e atuava no tráfico de drogas, permanece presa desde setembro. Ela está na cadeia feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá. No último dia 30, a arlequina do crime, como ficou conhecida, completou 20 anos. Muitos amigos enviaram felicitações pelo facebook.

No dia 31, conforme apontamentos do processo de Alessandra no site do Tribunal de Justiça, ela participou de uma audiência no fórum, solicitada pela defesa do outro réu que seria cúmplice de Alessandra Bruno Phellipe Magalhães Kemmerick, 21 anos, preso na mesma ocasião. Ela foi escoltada e participou da audiência sem algemas. 

A defesa pedia a nulidade da prisão, uma vez que foi realizada em local sem mandado de busca. A audiência foi presidida pelo juiz Maurício Alexandre Ribeiro. A defensoria pública solicitou nulidade da invasão domiciliar. “A autorização policial não foi realizada no endereço constante do mandado e quando não localizada o dono verificaram o monitoramento eletrônico e se deslocaram ao endereço onde foi realizada a prisão”, consta.

Já o Ministério Público apontou que apesar  do mandado de busca e apreensão expedido pela autoridade judiciária deveria ser cumprido exclusivamente no endereço da Rua Arinos “contudo, pelas informações amealhadas na instrução processual, não havia apenas uma diligência a ser cumprida pela polícia, sendo que Bruno deliberadamente estava deixando de cumprir com as obrigações relativas ao seu monitoramento eletrônico”.

Ao ser localizado em sua nova residência, ao ser abordado pela autoridade policial, mostrou nervosismo excessivo o que gerou na policia a fundada suspeita de que estaria a cometer delitos no local e não há que se falar em qualquer violação de domicilio, pois salta aos olhos a situação de flagrante delito.

Ao final o Juiz indeferiu os pedidos da defesa. “No mais, em apertada síntese, verifica-se que a discordância da defesa refere-se a validade ou não da busca e apreensão em endereço diverso... Como bem ressaltado pelo Ministério Público, nossos Tribunais Superiores, não invalidam provas quando obtidas em decorrência da prática de delitos permanentes, como o caso em questão. Logo, não há que se falar em nulidade do flagrante ante o encontro de arma e drogas, ora delitos permanentes. Segundo entendimento do STJ, por se tratar o tráfico de drogas delito de natureza permanente, não se exige a apresentação de mandado de busca e apreensão para o ingresso dos policiais na residência do acusado”, ficou frisado na decisão.

Relembre o caso

A universitária Alessandra Machado, foi presa na operação ‘Arlequina’, nome que remete à personagem companheira do Coringa. Segundo o delegado Ruy Guilherme Peral da Silva, Alessandra, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, optou por ficar em silêncio e não se manifestou sobre as acusações durante depoimento na delegacia.

De acordo com a Polícia Civil, Alessandra é apontada como chefe da organização criminosa responsável por, pelo menos, três assaltos a residências de alto padrão na cidade de Colíder, além de roubar caminhonetes do modelo Hilux.

O delegado citou na época, que a jovem recrutava adolescentes infratores de outras cidades para irem até Colíder praticar os crimes, bem como que a jovem ficava com uma percentagem dos roubos cometidos pelos adolescentes. Os veículos eram encaminhados para Sinop, e posteriormente levados para a Bolívia. Os carros eram trocados por droga ou vendidos na região.

Fonte: Nortão Online

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