Intolerância extrema

Entidades repudiam ação de pré-candidato a prefeito de Sinop que rasgou faixas

De forma agressiva, ele disse que as faixas em frente à Câmara foram colocadas por esquerdista

Foto por: Reprodução

Política

21/08/2020 às 07:09

As entidades  Adufmat, Adunmat, Sinprotec, Sintep-MT, Movimento Sinop para Elas e Sinop Antifascista divulgaram nota de repúdio contra o extremista de extrema direita Marcelo Stachin, investigado no inquérito das Fake News no Supremo Tribunal Federal (STF).

Após movimento de esquerda protestar em frente à sede da Câmara contra título aprovado ao capitão da reserva, o pré-candidato a prefeito pelo PRTB fez vídeo destruindo uma faixa que continha críticas a Bolsonaro, pela condução do país no período da pandemia da Covid-19.

“Foi com indignação que recebemos informações de que as faixas pacificamente afixadas em frente à Câmara de Vereadores de Sinop foram arrancadas ”
 
Diz nota de entidades

“Foi com indignação que recebemos informações de que as faixas pacificamente afixadas em frente à Câmara de Vereadores de Sinop, em nosso democrático direito de livre expressão, foram arrancadas com violência por um pretenso candidato a prefeito desta cidade. Sinop, uma cidade que tão fraternamente acolhe as instituições de pesquisa e ensino em que trabalhamos, não pode ser governada por pessoas que não respeitam o direito democrático de livre manifestação, e que não compreendem a importância de ouvir o contraditório. Portanto, convocamos a população de Sinop e os postulantes a cargos eletivos, a abrir espaço para o diálogo com toda a sociedade, ouvir especialmente aqueles que pouco têm sido ouvidos, ampliar os espaços de discussão democrática no município”, diz trecho da nota.

Stachin, que se diz vítima de perseguição política e defensor da liberdade de expressão, não aguentou opinião contrária.  Por isso, arrancou as faixas contra Bolsonaro e  jogou o material no lixo.

De forma agressiva, disse que as faixas em frente à Câmara foram colocadas por esquerdista, que em sua opinião, não mandam em Sinop. Ressaltou que a população do município está “fechada” com Bolsonaro, já que nas eleições de 2018, 77,38% do eleitorado votou no presidente.

“Esse povo não manda em Sinop. Quem manda são os patriotas, brasileiros. Pode colocar mais faixa, que eu vou cortar e jogar no lixo”, disse.

Sobre o conteúdo da faixa, em que os manifestantes culpam Bolsonaro pelas mais de 100 mil mortes por Covid, o extremista diz que tal afirmação não é verdade. Endossa o discurso do presidente, dizendo que o STF decidiu que as ações governamentais durante a pandemia deveriam ser tomadas por governadores e prefeitos. “Se houve mortes, a responsabilidade é dos governadores e prefeitos”.

Fake News

Alvo da operação contra fake news, Stachin teria ligação com uma associação criminosa dedicada à disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a autoridades e Instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme o ministro Alexandre de Moraes, Marcelo está na lista de investigados por ligação com o chamado “Gabinete do Ódio”.

 
 

Fonte: RD News


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