Fatalidade

Família de segurança morto em Colíder dá sua versão sobre a morte e pede justiça

Foto por: Reprodução/Arquivo pessoal

Colíder

24/08/2020 às 07:30

Autor: Angela Fogaça

O site Nortão Online foi procurado pela irmã do segurança Célio Balieiro que morreu tragicamente na última quinta-feira em Colíder, para expor a sua versão dos fatos.

Segundo a irmã Cirlene Aparecida Balieiro, são inverídicas as informações que seu irmão estaria embriagado ou “possuído”. Ela admite que ele teria ingerido bebida alcoólica, mas não estava embriagado.

A mulher agredida por ele, segundo Cirlene, não tinha qualquer relação amorosa com ele ou amizade com sua atual esposa. Era apenas uma conhecida dele e da família. “Uma mulher de má índole que há muito tempo vinha infernizando a vida do meu irmão. Era um marido que estava defendendo a esposa, que tinha sim bebido mas não estava totalmente embriagado. Essa mulher que entrou na casa de sua mãe e insultou sua esposa grávida e que depois de várias tentativas de faze-la parar não conseguiu e partiu para cima dela”, explicou.

Cirlene disse que conhecendo seu irmão como ela conhecia, sabe que ele não mataria a mulher, apenas queria dar um susto. A família está arrasada com a perda e quer justiça.

“Primeiro que meu irmão foi apresentado na imprensa como se fosse um monstro e ele não era isso. Era uma boa pessoa, tinha reatado seu casamento, estava no caminho certo. Ele errou sim em agredir mas o empresário chegar para defender uma mulher que ele nem sabe o que fez, e em companhia de uma outra pessoa dar uma gravata em um homem sozinho, até a morte, isso é certo?Pois meu irmão foi tirado do local já sem vida”, afirmou.

Segundo ela, o empresário usou força excessiva. “Eles estavam em dois, não havia necessidade de dar gravata ou mata-leão até a chegada dos policiais. Mas não havia a necessidade de tamanha brutalidade, meu irmão não era ruim, quem conhecia ele sabe que ele era totalmente do bem”, ressaltou.

Questionada se seu irmão tinha algum problema cardiáco, ela disse que ele tinha queda de glicemia, pressão elevada em algumas ocasiões e teve um problema do coração aos 18 anos mas nunca mais se manifestou. “O rosto dele, o pescoço estava bem roxo. Não descartamos a possibilidade dele ter tido um infarto. Mas se ele teve um infarto, eu acho que foi provocado pelo mata-leão do empresário, que é farmacêutico formado. Um primo meu que presenciou tudo, falou para o empresário: você não acha melhor soltar ele, que ele já está morto? E o empresário ainda disse que não e só soltou quando a polícia chegou, quando meu irmão já caiu no chão morto”.

“Acho impossível uma pessoa formada em farmácia, não perceber que a pessoa nos seus braços ali perdeu as forças e desmaiou nos seus braços. Tem que cassar o diploma dele”, relatou.

A família agora aguarda pela decisão da justiça e o exame de necropsia, que vai mostrar a real causa da morte de Célio.


 

 

 

Fonte: Nortão Online


Fotos da notícias

Veja mais

DEIXA UM COMENTÁRIO Clique aqui

Teu email não será publicado.

Enviar comentário