Saúde abre investigação após marido denunciar violência obstétrica contra esposa em hospital

Nortão

22/06/2022 às 07:07

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) instaurou uma sindicância nesta terça-feira (21) para apurar se o Hospital Regional de Sorriso praticou violência obstétrica contra a gestante Valleria de Melo, de 17 anos, após ela dar seguidas entradas na unidade de saúde em dias diferentes com fortes contrações e mesmo assim receber alta da equipe médica. O caso foi denunciado no último dia 8 de junho por Ronaldo Francisco, esposo de Valleria, em uma postagem em sua rede social.

Na publicação, Ronaldo diz que Valleria não teve atendimento adequado no hospital em que foi atendida e questiona como outras pessoas passaram pela mesma situação. “Fico me perguntando qual desculpa deram a tantas outras pessoas que não tiveram a mesma sorte [de] saírem vivos?”.

Ronaldo narra que a esposa deu entrada pela primeira vez no Hospital Regional de Sorriso no dia 1º de junho. Ela ganhou alta mesmo sendo constatado, por aparelhos, que estava com início de dilatação e contração.

Três dias depois, em 4 de junho, às 7h30 da noite, Valleria retorna à unidade. Novamente com dores e contrações, ela é avaliada e liberada uma hora depois. Porém, a jovem volta às 21h50 para o mesmo hospital por não aguentar mais as dores, segundo relato do marido.

Ele continua e fala que ela foi encaminhada para um quarto que não era permitido ter acompanhantes. Ou seja, a mãe dela que a acompanhava teve que ficar do lado de fora. “Ficou jogada a sorte de ter um parto tranquilo pois acompanhamento nenhum existia!”, diz.

Ainda segundo Ronaldo, com a sua esposa tendo fortes dores, uma enfermeira pediu que ela ficasse quieta, “pois quando estava fazendo, tava bom”.

Na madrugada do dia 5, às 5h da manhã, uma outra enfermeira constatou que os batimentos cardíacos do bebê estavam fracos e Valleria precisou ser encaminha as pressas para o trabalho de parto.

O marido conta que em meio ao desespero sofrera outra humilhação, dessa vez por parte da médica. “Com muito desprezo por sua profissão, uma doutora demonstrava por gesto de nojo quanto com palavras, estava bem claro que não tinha que estar lidando com vidas”.

A criança e Valleria passam bem. Em seu desabafo, Reginaldo ainda pede que as pessoas atendidas com maus-tratos denunciem e não deixem isso acontecer sem que os outros saibam.

Em uma rede social, Kelluby Oliveira, secretária estadual de Saúde, disse que “o caso será apurado de acordo com os trâmites legais, de modo a respeitar o direito de manifestação também dos profissionais e prezar pelo princípio da ampla defesa”.

 

Fonte: Gazeta Digital


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