Vereador de Sinop é preso em operação da PF; esquema envolve agrotóxico ilegal

Polícia

05/08/2021 às 07:14

 Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (4), a 2º fase da Operação Terra Envenenada, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, com objetivo de combater uma rede criminosa especializada na comercialização de agrotóxicos ilegais. Um dos alvos da operação é o vereador Toninho Bernardes (PL), de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), que acabou preso. 

De acordo com as informações, as equipes da PF cumpriram os mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador. Logo em seguida, os agentes cumpriram ainda o mandado de prisão contra Toninho. Mas, a participação dele no esquema ainda não está clara. 

A decisão é do juiz Jeferson Schneider e corre em segredo de justiça. Mas, sabe-se que a 2º fase foi deflagrada com base nos documentos e matérias apreendidas na primeira ação da polícia.  

 

Foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão. Em Mato Grosso, além de Sinop, os mandados são cumpridos ainda em Sorriso e em Feliz Natal. Também há cumprimentos em São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Terra Roxa (PR).  

Polícia aponta que a quadrilha está envolvida diretamente no ingresso, transporte e comercialização de agrotóxico ilegalmente importante, com participação de uma extensa rede criminosa formada a partir do Paraguai e China, até o Nortão de Mato Grosso.  

Quando a primeira fase foi deflagrada e a organização criminosa desmantelada, mais de uma tonelada de agroquímico contrabandeado ou adulterado foi apreendido. Foi aí que os policiais conseguiram intensificar as investigações para identificar os fornecedores regionais e nacionais, que resultaram na prisão dos lideres.  

Reportagem do  entrou em contato com a Câmara dos Vereadores da cidade, mas não obteve retorno. O expediente da legislativo municipal começa no período vespertino. 

Crimes

Os investigados responderão por comercialização e transporte de agroquímicos de uso proscrito (artigo 15 da Lei n° 7.802/89), constituição de organização criminosa (artigo 2° da Lei n° 12.850/2013), lavagem de dinheiro e outros crimes que vierem a ser descobertos. As penas variam de 2 (dois) a 10 (dez) anos de reclusão.  

Fonte: Gazeta Digital


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